DF coletou 10 mil litros de leite materno no primeiro semestre de 2023

‌No Dia Mundial da Amamentação, GDF comemora a autossuficiência do alimento nas unidades públicas de neonatologia. Saiba como doar

Nesta terça-feira (1/8), Dia Mundial da Amamentação e início da Campanha Agosto Dourado, o Distrito Federal tem muitos motivos para comemorar. Os Bancos de Leite Humano do DF atingiram a marca de 10 mil litros de leite materno coletados só em 2023, o que torna a capital do país a única cidade do mundo auto suficiente em alimento nas unidades neonatais da rede pública.

Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), as doações recebidas pela rede pública nutriram quase 8 mil bebês, apenas neste ano. Ao todo, foram coletados mais de 10.990 litros de leite humano, volume que superou em 14% o mesmo período de 2022.

A marca foi celebrada pela secretária de Saúde do Distrito Federal, Lucilene Florêncio, durante a abertura da Semana Mundial da Amamentação, nesta segunda-feira (31/7), na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Brasília. Durante o evento, ela reforçou a importância dos bancos de leite e dos profissionais que contribuem diariamente para a conquista.

Leia também: Agosto Dourado: amamentação previne doenças e ajuda no desenvolvimento infantil

Os números expressivos refletem a solidariedade das mães lactantes, que se dedicam a ordenhar e armazenar este alimento, considerado como padrão ouro para as crianças. Além disso, o sucesso no abastecimento dos bancos de leite também passa pela facilidade que as doadoras encontram na hora de entregar o alimento. Desde 1989, o Corpo de Bombeiros destaca militares para fazer coleta de leite materno em residências do DF. Todas as regiões administrativas são atendidas pelo serviço.

Lucilene Florêncio ainda destacou a importância da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e dos preceptores e formadores dos futuros médicos evitarem as fórmulas lácteas. “Não há um país com crianças fortes e protegidas com leite artificial. Não só nos primeiros meses, as desordens alimentares que os pediatras presenciam em seus consultórios acontecem durante toda a vida dessas crianças”, disse a gestora.

“Para agendar uma visita dos bombeiros, basta ligar no telefone 160 [opção 4] ou realizar o cadastro no site do programa Amamenta Brasília”, ensina a neonatologista e coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde, Miriam Santos. “A equipe do banco de leite mais próximo entrará em contato para marcar uma visita dos militares, que já levam um kit com máscara, touca e potes esterilizados.”

Míriam explica que doar o leite materno excedente é mais fácil do que muitas mães pensam. “Um erro comum é achar que o frasco precisa ser preenchido de uma só vez com o alimento”, aponta Miriam. “Na verdade, a mulher tem até dez dias para encher o pote”. Para isso, basta completar o frasco mantido no congelador com a ajuda de um copo de vidro, conforme o leite for retirado.

A doação precisa chegar a um banco de leite para ser pasteurizada em até 15 dias, processo que livra o alimento de germes e aumenta a validade. Assim, é importante que a mãe identifique os potes com a data da primeira coleta de cada um deles. Pasteurizado e congelado, o leite poderá ser usado em até seis meses. Um pote com cerca de 300 ml do alimento pode garantir a nutrição de até dez recém-nascidos.

“Neste Agosto Dourado, mês de conscientização ao aleitamento materno, estamos focando no apoio à amamentação. Uma mulher que amamenta com prazer é uma potencial doadora”, explica Miriam. “Muitas vezes, a mãe está sentindo dor no processo e acha que é normal. Não é. Sentiu dor, tem que procurar ajuda”. A neonatologista ressalta que a rede pública de bancos de leite e as maternidades do DF estão à disposição para dar orientações à população, nos períodos da manhã e tarde.

Alimento padrão ouro

A auxiliar de enfermagem Carla Rodrigues é uma doadora de leite. A servidora pública de 37 anos trabalha na unidade de neonatologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e sempre acompanhou de perto a angústia das mães que não conseguem amamentar seus bebês. Quando a filha nasceu prematura, e a produção era baixa, ela temeu não conseguir fazer as doações.

“Quando ela completou 1 mês, minha produção aumentou bastante. E eu pude finalmente me tornar uma doadora. Toda a semana, o Corpo de Bombeiros vai lá em casa e busca os frascos”, comemora a doadora.

Crédito: Agência Brasília/Reprodução

Ela participou do evento na sede da OMS para apoiar a campanha de amamentação. “Sempre amamentei a Sarah e percebo que foi um diferencial na questão do adoecimento. Ela é uma criança muito forte, quase nunca fica doente. Inclusive, nessa época de viroses sazonais, ela ficou bem resistente”, contou a servidora, em entrevista à Agência Brasília.

Ela acrescenta que o período de licença-maternidade, a participação do pai e a disponibilização de um espaço no trabalho para fazer a coleta do leite foram fundamentais para estabelecer um vínculo com o bebê e ter estrutura para amamentar com tranquilidade. “Tudo aquilo que o bebê come nos primeiros mil dias vai fazer diferença para o seu futuro”, afirmou a mãe.

De acordo com a Dra. Lorena Oliveira, Pediatra na Afetos Pediatria e no banco de leite do Hospital Regional de Santa Maria(DF), o leite materno possui macro e micronutrientes essenciais para a nutrição do bebê, além de células vivas, fatores de crescimento e substâncias que atuam na proteção imunológica da criança. “É por isso que o leite materno é considerado alimento de padrão ouro e a amamentação deve ser sempre estimulada, incentivada e apoiada. E amamentar traz benefícios tanto para o bebê quanto para a mãe”, afirma a pediatra.

Com informações da Agência Brasília*

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