Mulher foge de conflito armado e dá à luz horas depois de cruzar fronteira

Após uma jornada de dois dias de ônibus, a mulher deu à luz o caçula, batizado de “Said”, em um campo para refugiados, onde tem recebido assistência médica e humanitária

O que uma mãe é capaz de fazer para garantir a segurança da família? Uma mulher decidiu caminhar até outro país para que seus filhos tivessem a chance de sobreviver. Ramaha, que não teve a idade revelada, mãe de duas crianças e grávida de nove meses do terceiro filho, sabia que o caçula estava prestes a nascer. Mesmo assim, decidiu fugir do violento conflito que assola a capital sudanesa Cartum e partiu em uma jornada de mais de dois dias de ônibus para retornar à Etiópia, seu país de origem.

“Eu sabia que meu bebê nasceria a qualquer momento, mas olhei pela janela e tudo que pude ver foi fumaça por toda parte e armas disparando de diferentes direções. Foi quando pensei que meu filho ainda não nascido e o resto da minha família poderiam ter uma chance melhor de sobrevivência se partíssemos”, disse Rahama em uma entrevista à Organização Internacional de Migração (OIM).

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A história da mãe que deu à luz seu filho horas depois de cruzar a fronteira entre o Sudão e a Etiópia rapidamente viralizou. A família embarcou em um ônibus lotado, levando apenas o que puderam carregar e a esperança de viver em paz com a família, sonho despedaçado pelo conflito entre o exército sudanês e forças paramilitares que teve início em abril no Sudão, gerando mais de 40 mil refugiados. “Fugi para que minha família tivesse chance de sobreviver”, disse a etíope.

Crédito: Kaye Virai (OIM)

Rahama e o marido migraram da Etiópia para o Sudão em busca de uma vida mais confortável para eles e os filhos. Enquanto ela trabalhava como faxineira, ele era cozinheiro em uma lanchonete. Tudo corria bem, até o atrito entre os países começar. “Sempre quis voltar porque deixei meu filho mais velho na Etiópia, mas esse não era o reencontro que eu havia planejado”, disse ela.

Após uma jornada de dois dias de ônibus, a mulher chegou exausta, física e emocionalmente, a remota e cidade de Metema, no noroeste da Etiópia, já em trabalho de parto. Horas depois, em 7 de junho, ela deu à luz o caçula em um campo para refugiados assistido pela Organização Internacional de Migração, onde tem recebido apoio médico e psicossocial, abrigo, comida, água e outras formas de assistência humanitária.

Rahama e seu marido decidiram chamar seu filho recém-nascido de “Said”. “Escolhemos esse nome porque, em árabe, significa ‘apoiador’. Durante todo o caos da fuga, ele me deu motivação para continuar. Desejo-lhe uma vida melhor aqui na Etiópia”, explica.

 

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