Mãe investe R$ 600 mil em aplicativo de segurança após filha sofrer bullying

 Uma mulher australiana gastou cerca de R$ 600.000, para criar um aplicativo de segurança depois da filha sofrer bullying. 

Aos 12 anos, Eva ganhou o primeiro aparelho celular, como um presente da mãe, Maggie. A ideia era facilitar o acesso da filha no mundo tecnológico em que os pré-adolescentes da mesma idade já estavam incluídos. Mas pouco tempo depois, a menina começou a ser constrangida e hostilizada em grupos de redes sociais.

Maggie, então, tomou uma providência: investiu cerca de R$600.000 para criar um aplicativo de segurança para diminuir o assédio na internetEm entrevista ao portal de notícias australiano Kidspot, a mãe disse que quando deu o presente a filha achava que estava fazendo um bem. “Não sabíamos dos perigos. Achamos que ia ficar tudo bem, porque os outros pais estavam fazendo”, admitiu. 

Maggie ficou espantada quando viu pelo o que a filha estava passando. Eva contou à mãe que seus colegas da escola criaram um grupo chamado “chute a Eva”. Ali, a adolescente recebia várias mensagens de ódio, como “nós te odiamos”, “espero que você morra”, “você é gorda e feia”.

“Eram crianças que a gente conhecia bem e que tinham passado pela nossa casa, vinham às festas de aniversário dela. Nunca tinha havido bullying na escola antes disso, e agora, de repente, eles estavam se voltando contra ela”, contou Maggie.

A australiana disse que chegou a pegar o celular da filha para falar com os provocadores, mas que nada adiantou. “Cheguei a mandar mensagens para eles dizendo ‘eu sou a mãe da Eva, o que você está fazendo? Isso não está certo’. mas tudo o que fizeram foi mandar emojis de risadas”, lamentou Maggie. 

As intimidações não cessaram, então Maggie tirou print de todas as mensagens e levou ao diretor da escola. “Eles foram punidos pelo o que fizeram, mas isso não fez com que as provocações parassem”, relatou. A mãe conta ainda que as provocações deixaram o mundo on-line e passaram a acontecer pessoalmente na escola. 

Leia mais: Governo chinês vai limitar uso de Internet para crianças e adolescentes

O sofrimento constante teve forte impacto na saúde mental de Eva. Segundo a mãe, essa situação fez com que Eva perdesse a vontade de frequentar a escola. Além disso, ela desenvolveu um distúrbio alimentar, e passou a sentir vergonha do próprio corpo. 

De acordo com o portal, os assédios pararam quando Eva começou a frequentar o ensino médio. No entanto, uma amiga revelou ter passado pela mesma situação. Foi aí que Maggie decidiu que precisava agir. “Ela dizia a Eva: ‘Eu só quero acabar com isso'”, lembrou. “Eu não podia simplesmente testemunhar isso e não fazer nada”, contou a mulher. 

Aplicativo contra palavras nocivas

Ela decidiu criar um aplicativo para alertar os pais sobre o comportamento de seus filhos na internet. O YooChooz, que não está disponível no Brasil, é um software que tem teclado próprio e que é instalado nos dispositivos da criança ou adolescente. Disponível apenas para iOS, o aplicativo pode detectar palavras nocivas usadas no aparelho.

A criança é alertada e questionada se deseja seguir em frente, caso ela escolha continuar, o celular dos pais ou responsáveis é notificado. O aplicativo tem cerca de 300 palavras e frases pré-selecionadas relacionadas a bullying, sexo e palavrões. Os pais podem adicionar outras palavras ou imagens relacionadas a nudez ou violência.

Maggie afirma que o aplicativo tem feito muita diferença na vida de seus três filhos, “eu tenho a palavra ‘deixe’ na minha lista de alerta porque pode indicar que algo está acontecendo. Um dia, meu filho de 12 anos veio até mim e disse que outras pessoas estavam intimidando sua irmã gêmea e ele disse para eles ‘deixá-la em paz'”, explicou.  

Ela conta que o filho sabia que ela iria descobrir porque receberia um alerta. “ Ele queria me contar primeiro. Foi assim que descobri que alguém tinha tirado uma foto da minha filha e tirado sarro dela no chat em grupo”, contou. O aplicativo pode ser usado como meio de proteção contra assédio on-line. 

Estagiária sob supervisão de Jéssica Andrade*

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