Análise: Paternidade, a viagem mais louca de um homem

Neste primeiro texto para o site, cabe uma apresentação de quem sou e como vim parar aqui. Um pai. Logo um pai. Bom, tudo começou há oito anos quando minha esposa interrompeu o meu banho noturno para me informar que tinha feito o teste de gravidez e o resultado foi positivo. Foi a sensação mais diferente que tive em toda minha vida: em milésimos de segundo fui da euforia a seriedade sentindo a maior responsabilidade possível. Não, não pensem que sou um anjo e que a responsabilidade que senti foi a com o bebê ou com minha esposa grávida. Naqueles milésimos de segundo o que sinceramente sentia era: não posso perder essa felicidade jamais…

Com o passar dos minutos, essa egoísta responsabilidade com a minha felicidade se transformou em ações de segurança e conforto para minha esposa e para aquela que seria a responsável por sensação tão incomum. Sempre fui dedicado e disciplinado em relação as minhas responsabilidades: as profissionais, como filho, como marido movido pelo amor, como estudante, etc. Mas essa era totalmente diferente.

Por ser filho caçula e nunca ter tido contato com crianças pequenas, comprei uma vasta literatura para aprender a como lidar com um bebê recém nascido, mas pouco me serviu. Durante a gravidez de minha esposa, me matriculei em um curso de gestante de dois meses oferecido pelo local onde trabalho. Todas as segundas-feiras, às 10 horas da manhã eu estava lá, por duas horas, o único homem envolto de grávidas por todos os lados. Semanalmente tinha que responder as mesmas perguntas: “sua esposa vem?” e “é só você?” Orgulhosamente eu respondia: minha esposa está trabalhando, viajando a trabalho, etc, sou eu e não “só” eu. Terei o cargo mais importante da minha existência e vitalício, serei “pai”.

Minha amada Helena nasceu em uma sexta-feira santa ensolarada, no dia 25 de março de 2016. O sentimento egoístico de preservação da minha felicidade se materializou na minha frente, há poucos centímetros, em um lindo e perfeito parto normal (pelo menos para mim). Minha responsabilidade estava exposta, materializada, animada, orgânica, saudável e nas minhas mãos. Para o bem ou para o mal, nunca mais fui o mesmo. Tornei-me pai. 100% pais. E nada mais competiu com essa missão.

Com o passar dos anos, pelas características da minha família, pelas experiência com a Helena, comecei a publicar breves histórias nossas nas minhas redes sociais. Acredito que, por causa dessas histórias, da minha formação acadêmica e por gostar muito de escrever, fui convidado a semanalmente publicar algumas dessas aventuras do cotidiano aqui e espero gerar algum tipo de entretenimento e reflexão por meio delas.

Sou pai, professor universitário, jornalista, assessor de comunicação, mestre em comunicação e especialista em Educação Infantil. Essa última formação, claro, tem a ver com a Helena. Foi no meio da pandemia, quando tive que ser exclusivamente pai, que decidi fazer uma especialização para ajudar na educação formal da minha filha. Foi me formando que conclui que não sou e nunca serei o professor da minha filha, que minha missão tem outras alegrias, outras dores, outras recompensas, outras responsabilidades e que é eterna…

Foi este o período mais produtivo das minhas publicações paternas nas redes sociais. É importante ressaltar que o pai que sou apenas é possível pela esposa que tenho. E as histórias que vocês lerão aqui só são possívéis porque a Helena é o ser humano mais engraçado que conheço. Mas isso já é outra história.

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