Brasil tem 32 mil crianças e adolescentes afastadas do convívio familiar

Segundo pesquisa, sul e sudeste têm maioria de abrigos para menores de idade

 

Com dados do Conselho Nacional de Justiça, uma pesquisa realizada pelo Instituto Bem Cuidar revelou que o Brasil tem 32 mil crianças e adolescentes distanciados do convívio familiar. As regiões sul e sudeste são as que têm os maiores índices de menores de idade desamparados. 

O estudo Vozes (in)escutadas e rompimento de vínculos: pesquisa sobre crianças e adolescentes em cuidados alternativos, egressos/as e risco a perda de cuidado parental no Brasil, promovido pela Aldeia Infantil SOS foi divulgado em maio. 

De acordo com a instituição, mais de 350 crianças e adolescentes sob a guarda do Estado foram entrevistadas. O documento revela que as regiões Sul e Sudeste apresentam a maior porcentagem de jovens de 12 a 17 anos em lares de adoção e acolhimento. Negligência, violência física ou psicológica e dependência química do responsável foram os três maiores índices.

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Crédito: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Para o documento, “a negligência, em outras palavras, pode ser também definida como incapacidade das famílias de atender ou a falta de condições para garantir o atendimento das necessidades básicas para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes”, explica o relatório.

A nível nacional, em uma escala variando entre 0 e 10, negligência foi o principal motivo para serviços de acolhimento em todo o Brasil com índice 9,21. Em segundo lugar, violência física ou psicológica tiveram índice 8,27. Seguido por dependência química de pais ou responsáveis que obteve 7,89. 

No entanto, as regiões sudeste e sul obtiveram notas acima da média nacional com 9,42 e 9,32, respectivamente, para negligência. Quanto a violência física ou psicológica, o sul teve 8,56 no índice e sudeste, 8,50. Em dependência química, as duas regiões também ficaram acima da média nacional, com 7,89 no sudeste e 8,21 no sul. 

Perfil

Entre essas crianças e adolescentes distribuídos em lares, 53% são meninos e a maioria (22%) têm entre 12 e 17 anos. Bebês e crianças meninos de 0 a 5 anos somam 14% dos números. Já as meninas da mesma idade na infância e adolescência somam 20%, seguidos pela segunda maior porcentagem nas idades entre 6 e 11 anos, com 14%. 

O estudo revela ainda que 2% dessas crianças e adolescentes não frequentam o ensino infantil e nem os anos iniciais do ensino fundamental.

* Estagiária sob supervisão de Jéssica Andrade.

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